A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que, a partir de agosto, a bandeira tarifária será a vermelha patamar 2, o que resultará em um acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 kWh consumidos. Essa é a tarifa mais elevada do sistema de bandeiras e reflete o aumento dos custos de geração de energia elétrica no país.
A decisão foi tomada diante do cenário de chuvas abaixo da média histórica em todas as regiões do Brasil, o que tem comprometido a geração de energia por hidrelétricas e exigido o acionamento de usinas termelétricas, mais caras e poluentes. Dados do Operador Nacional do Sistema (ONS) indicam que as afluências esperadas para agosto estão abaixo da média: 82% no Sul, 76% no Sudeste/Centro-Oeste, 65% no Norte e 47% no Nordeste.
O diretor-geral do ONS, Marcio Rea, afirmou que os níveis de armazenamento permanecem estáveis e permitem o atendimento à demanda nacional com segurança, embora o período seco exija maior atenção dos operadores.
De dezembro de 2024 a maio de 2025, o país operou com bandeira verde. Contudo, o atual quadro hidrológico e o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) justificaram o acionamento da bandeira vermelha.
Além do impacto direto na conta de luz, a mudança tarifária tem reflexo na inflação. O Banco Central já havia ajustado suas projeções para o IPCA de junho justamente por conta da elevação nos preços de energia. Atualmente, a projeção da autoridade monetária é de que a bandeira vermelha 2 permaneça em agosto, seguida por vermelha 1 em setembro e outubro, amarela em novembro e verde em dezembro.
O sistema de bandeiras tarifárias completa 10 anos em 2025 e foi criado para tornar mais transparente o custo da energia, permitindo que o consumidor adapte seu consumo de acordo com as condições de geração.